SOU UM MILAGRE


quarta-feira, 4 de maio de 2011

O Papa JoÃo Paulo II nos altares.


O Papa JoÃo Paulo II nos altares

O Papa João Paulo II, alcançou os altares. ''Homem do século'' escreveu J. Kwitny e ''último profeta''. Agora se torna o ''santo do novo milênio''. Corrigi-me se eu errar, dizia ele, no dia de sua eleição e pedia: ''Ajudai o Papa a servir o homem e a humanidade''. Ele canonizou 480 santos. Beatificou 1.285 mártires e servos de Deus. Agora ele se torna bem-aventurado, chega à glória dos altares. Intercedei por nós João de Deus, todo de Maria e da Divina Misericórdia.

As pessoas de fé já intuíam a santidade do Papa que arrebatava os jovens, atraía multidões e surpreendia a humanidade. Recebeu vários títulos dos que o conheciam como: devoto da humanidade, cigano de Deus, mendigo da paz, Papa dos hebreus, apóstolo das nações, João de Deus.

A santidade de João Paulo II vem de longe, desde que ficou órfão aos 9 anos e se consagrou a Maria, trabalhou em fábricas para se sustentar, sofreu a perseguição do comunismo, experimentou o peso da pobreza. Só pode ser santo quem visitou 120 nações, realizou 202 viagens apostólicas, pronunciou 3.304 discursos, escreveu 13 grandes encíclicas, mandou fazer a revisão do Direito Canônico e pediu a confecção de um novo Catecismo. Passou fora da Itália 956 dias.

Sentou-se nos confessionários para absolver os pecadores, batizou crianças, presidiu casamentos e celebrou a Eucaristia em casebres, em campos de futebol, em parques famosos e suntuosas catedrais. No México atraiu 8 milhões de pessoas e em Manila 5 milhões de jovens. Refulgia nele o brilho da fé, o zelo pelo evangelho, o amor à Igreja, o ímpeto missionário, a força do sacrário, a sabedoria da cruz, a devoção a Maria, o vigor da oração diária, a meditação assídua da Palavra de Deus, a imitação dos santos.

A santidade do Papa João Paulo II foi muito provada pelas críticas no interior da Igreja, pelos propagandistas e ativistas do aborto, pelas feministas, pela teimosia gay, pelos defensores do marxismo no âmbito da teologia, pelas guerras, pelo escândalo dos padres pedófilos. Estes são alguns dos seus sofrimentos morais. Incontáveis foram as provações, cruzes e doenças: quedas, cirurgias, doença de Parkinson e principalmente o atentado na praça São Pedro. O Papa foi perseguido e marcado para morrer, mas ''uma mão materna desviou aquele projétil mortal'', disse ele em Fátima.

Podemos ver que o amor à Eucaristia, a devoção a Maria, a paciência e serenidade no sofrimento foram os grandes meios de santificação do Papa, além da fidelidade ao cotidiano e a solicitude por todas as igrejas. Deus, bom e providente, sempre envia santos para salvar a Igreja em tempos de decadência, fraquezas, pecados. Nossa Igreja passou por tantas crises, humilhações, vergonha, desprezo e perseguição. Eis que surge, por desígnio amoroso de Deus, na hora certa e no tempo certo, um bem-aventurado que sofreu pela Igreja e agora, por sua intercessão como bem-aventurado, haveremos de crescer na conversão, apegar-nos ao bem, progredir na santidade, para a glória de Deus e a salvação do mundo.

Viva João Paulo II, João de Deus, da Igreja, dos jovens, de todas as pessoas de boa vontade. Nossa geração é privilegiada, pois conheceu Padre Pio, Madre Tereza e João Paulo II pessoalmente. Nós bispos tivemos a graça de conversar pessoalmente, celebrar e concelebrar e sentar à mesa com ele no Vaticano. Após a oração à mesa nem tínhamos ainda sentado, João Paulo II perguntou: ''Como vão os boias-frias''. Isso me tocou porque o Papa ao sentar-se à mesa lembrou-se dos que passam fome, comem mal, não tem mesa. Assim são os santos, pensam em Deus e nos irmão.

DOM ORLANDO BRANDES é arcebispo de Londrina

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